José Serra assinar a nova lei de mudanças climáticas
Caros,
Com muita alegria assisti ontem o governador José Serra assinar a nova lei de mudanças climáticas, que propõe, entre outras coisas, a redução real de 20% nas emissões de dióxido de carbono no Estado de São Paulo até 2020.
É mais uma demonstração da capacidade de nosso governo em responder às questões contemporâneas. E está ao lado de medidas como é o caso da isenção tributária para a banda larga popular, que propicia à população mais pobre o exercício constitucional dos direitos de acesso à informação, educação, cultura e ao lazer proporcionado por essa nova e poderosa ferramenta: a Internet.
Mais do que uma medida oportuna, em razão da proximidade do encontro da Dinamarca, a lei expressa um compromisso da sociedade paulista com a questão ambiental, e é um exemplo ao diversionismo federal, motivado pela compreensão equivocada de uma parte do núcleo central do governo de que países em desenvolvimento, como o Brasil, não deveriam ter metas pois precisam da chance de crescer, e que os grandes devem dar uma cota maior de contribuição.
Não descartando a real urgência das grandes potências passarem do discurso à prática, o Brasil tem sim a obrigação de fazer a sua parte. É como aquela história de que como todos agem de determinado jeito também vou agir assim. É uma falácia que se repete para qualquer fim, e agora na questão ambiental.
O Brasil precisa ter uma postura protagonista na matéria, não para ficar “bem na fita”, mas como opção por um tipo de desenvolvimento, por uma chance de crescimento real e sustentado que nós merecemos e que nossos filhos e netos merecem ainda mais. É um chamado e uma direção para o crescimento econômico que queremos. É a chance de sermos atores principais, e não coadjuvantes, no cenário internacional.
O exemplo de São Paulo e de algumas cidades, que aqui e acolá começam a declarar intenções em forma de lei, deve ser o motor de mobilização por uma causa sem cor partidária ou ideológica. É causa da vida e de nossa sobrevivência e perpetuação, principais comandos do nosso software: o código genético.
Assim, é grande, sim, o prazer de participar e de testemunhar iniciativas como essas, que são exemplos daquilo que um governo também deve ser: protagonista do rumo da história.
Isso tudo tem a ver com todos nós. É um momento de reflexão para pensarmos sobre qual tem sido e qual pode ser nossa contribuição para a questão ambiental.
Tudo está relacionado com as emissões de Gases de Efeito Estufa (GEEs). Do lixo que reciclamos ou não, da opção de andar sempre de carro ou de transporte público ou bicicleta, da origem do carvão e da carne que compramos para nosso churrasco dos domingos, da madeira que usamos em nossas obras, enfim, das nossas atividades do dia a dia.
Nesse sentido, os municípios e seus gestores têm um papel fundamental a cumprir para potencializar os efeitos da lei e a tornarem realidade. Essa tarefa deve ser debatida em nossa rede.
Vamos usar a Rede CIM para levar mais essa mensagem e trocar informações e experiências que contribuam para o resultado de uma lei que, ao ser sancionada agora, vai gerar efeitos permanentes e nos permitirá sonhar com um futuro melhor.
Felipe Soutello
Presidente do Cepam
Você precisa ser um membro de Meio Ambiente SP para adicionar comentários!