O professor José Goldenberg, em artigo desta segunda feira, 16, no jornal Estado de S Paulo, adverte que não devemos ter ilusões sobre os resultados da reunião de Copenhague: "qualquer comportamento virtuoso para proteger a atmosfera é hoje refém de interesses econômicos e estratégicos dos países, tais como as barreiras protecionistas, a proteção patentária e os empréstimos internacionais. A grande maioria dos governos ainda não se convenceu da seriedade dos problemas decorrentes do aquecimento global ou enfrenta problemas mais urgentes, o que deixa os cientistas e ambientalistas defendendo atitudes e políticas às quais os governos são pouco receptivos, pressionados por interesses estabelecidos."
Mais adiante, Goldenberg frisa que "existem hoje tecnologias que não eram disponíveis há 50 anos e países podem adotar modelos de "desenvolvimento limpo", dos quais o Brasil é um exemplo (exceto pelo que se passa hoje na Amazônia). Para seguir esse caminho é essencial adotar metas quantitativas para a redução das emissões e um calendário para cumpri-las."
E fala do exemplo de São Paulo: "Isso é o que o Estado de São Paulo acaba de fazer com a lei sancionada recentemente pelo governador José Serra. Os EUA estão seguindo esse caminho, lei nesse sentido já foi aprovada pela Câmara dos Representantes e se espera que o Senado também a aprove antes da Conferência de Copenhague. Em contraposição, o que o governo federal do Brasil tem feito até agora é anunciar metas voluntárias, não mandatórias nem obrigatórias, para reduzir o desmatamento da Amazônia, que não vão impressionar os participantes da Conferência de Copenhague."
Veja a íntegra do artigo neste link
http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20091116/not_imp466972,0.php