Greve na USP
Os funcionários da USP decidiram entrar em greve a partir do dia 05 de maio de 2010 com a reivindicação do restabelecimento e a manutenção da isonomia salarial, quebrada quando a reitoria concedeu um reajuste de 6% aos docentes e nenhum aos funcionários, no início do ano. A questão da isonomia continuou sendo ignorada pelo Cruesp em maio, quando foi feita uma proposta de reajuste de 6,57% às duas categorias, o que resultou para professores um reajuste acima de 12%.
Esclarecemos que a isonomia é de reajuste salarial e não isonomia de salário (que nunca houve, pois são carreiras distintas). É um acordo histórico, fruto de movimentos de reivindicação, estabelecido em 1991, entre as 3 universidades, o qual vinha sendo respeitado por todos os reitores. Ela tem sido importante à preservação da excelência do trabalho da universidade (que tem sido reconhecido, na forma de prêmio, para todos, professores e funcionários... "isonomicamente").
Temos ouvido diariamente que o Reitor está aberto ao diálogo, mas o que de fato tem ocorrido é um discurso unilateral por meio da imprensa e de emails. As reuniões de "negociação" são, na verdade, espaço para proposições inaceitáveis e a manifestação do não reconhecimento do direito de greve e desrespeito aos funcionários. A crescente força de algumas ações surge na medida do esvaziamento do diálogo. O estilo de gestão do Sr. Rodas pode ser avaliado pelo que tem sido verificado na Biblioteca da Faculdade de Direito, quando diretor daquela unidade.
O movimento de greve dos servidores da USP exige a retomada das negociações e o respeito ao seu direito constitucional, atacado quando se faz o corte de ponto de aproximadamente 1000 funcionários (número bastante elevado para quem afirma, em seguidos pronunciamentos, que os grevistas não passam de 80).
É fundamental permanecermos unidos nesse momento, pois em qualquer movimento reivindicatório todas as conquistas se dão coletivamente, como mostra a nossa História. A reconquista da isonomia é um bem que será atribuído a todos, uma luta em prol da unidade da USP e, particularmente do IPUSP, para a qual é necessário repensar o comprometimento e a responsabilidade de todos como uma unidade, sem fragmentações.
Neste momento é o que podemos fazer para resgatar nossa dignidade e zelar pela Universidade de São Paulo, como pública, gratuita e de boa qualidade.
Funcionários em greve do IPUSP
6 membros
89 membros
32 membros
155 membros
39 membros
16 membros
12 membros
32 membros
45 membros
53 membros
9 setembro 2012 de 19:00 a 22:30 – SAO PAULO
2 abril 2013 de 19:00 a 21:00 – Itaquaquecetuba
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