Jundiaí: referência nacional em saneamento básico e tratamento de água.

Muita gente não dá atenção para este assunto: afinal, pelo menos nas cidades, se passou a ver o saneamento básico como algo sempre ali, à nossa disposição, como o ar que respiramos. Mas, depois de estudar um pouquinho, o que eu vi não é bem isso.

Brasil:

O ano de 2008 foi eleito pela ONU como “Ano Internacional do Saneamento Básico”, dentro do seu programa das Metas do Milênio. Naquele mesmo ano, o Brasil tinha 49,1% de seus 5.565 municípios sem rede de esgoto. Não, você não leu errado: em 2008 a metade dos municípios do Brasil não possuía rede de esgoto canalizada. Incrível, não é mesmo? Este dado consta do estudo, também de 2008, intitulado “Trata Brasil: A Falta que o Saneamento Faz” divulgado conjuntamente pelo Instituto Trata Brasil e pelo Centro de Políticas Sociais da Fundação Getúlio Vargas do Rio de Janeiro.

Mas os índices ruins não param por aí: consideradas as capitais brasileiras, divididas entre aquelas que serão sede e as que não serão sede durante a Copa do Mundo, dizem o Trata Brasil e a FGV “observamos nas primeiras que o acesso a rede coletora de esgoto ainda é hoje mais do que o dobro das segundas”. Pois é, com Copa e sem esgoto.

Além disso, o estudo ainda identificou que dentre os serviços básicos para a população (eletricidade, coleta de lixo, água encanada e rede de esgoto) o esgoto canalizado é o serviço com menor índice de acesso, o que levou o Instituto Trata Brasil e a FGV a lançarem o “PDF”, ou “uma Privada Decente por Família”.

Jundiaí:

Em maio de 2010 o Instituto Trata Brasil divulgou o resultado de seu último estudo sobre as condições de saneamento básico nos maiores municípios brasileiros, que compreende uma população de 72 milhões de pessoas. O estudo foi realizado com base nas informações do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS), divulgado em março de 2010 pelo Ministério das Cidades.

Foram constatados aumento de 11,7% nos índices de atendimento e 4,6% de tratamento de esgotos entre 2003 e 2008, mas ainda assim são despejados no meio ambiente 5,9 bilhões de litros de esgoto sem nenhum tipo de tratamento.

É neste universo que Jundiaí se destaca: da quinta posição no levantamento de 2007 passou para 1° lugar em 2008 por ter reduzido suas perdas de água tratada de 32% para 27% e aumentado seus investimentos em 86% em relação ao ano anterior. É importante frisar que estes números foram atingidos por uma operação de tratamento integralmente administrada pela Prefeitura Municipal em parceria com a iniciativa privada, através do DAE. Não se trata aqui de um convênio e operação estadual (Sabesp). Este dado relevante ressalta a elevada importância que o tema sempre teve, tem e continuará tendo no futuro para a administração Miguel Haddad em razão de sua relação direta com o bem-estar da população de Jundiaí.

Contribuíram para os resultados expressivos e a primeira colocação de Jundiaí diversas iniciativas da Prefeitura Municipal, dentre elas:

*Aumento do investimento em saneamento básico de R$ 8,3 milhões em 2007 para R$ 20 milhões em 2008, que incluíram a troca de tubulação, principal item responsável pela redução das perdas.

*Troca de hidrômetros.

*Instalação de sistemas eficientes que detectam e viabilizam a correção imediata de vazamentos.

No campo do tratamento da água, uma das medidas mais importantes foi a obra de infra-estrutura do Complexo da Barragem Rio Jundiaí – Mirim. Este foi um desafio para os técnicos do DAE de Jundiaí: o Rio Jundiaí – Mirim, responsável pelo abastecimento de 90% da água potável do município, tem vazão média de apenas 500 litros por segundo, que é ainda menor no inverno, o que obrigava o DAE a reforçar o abastecimento com água bombeada do Rio Atibaia. Já no verão, esta equação se inverte, e a vazão do Jundiaí – Mirim supera o consumo, sendo o precioso recurso desperdiçado.

Para solucionar o problema, visando a racionalização e eficiência do abastecimento, o DAE desenvolveu o projeto de construção de uma nova represa para acumular a água do Jundiaí – Mirim, regularizando a vazão. A barragem, com 15 metros de altura e 660 metros de extensão, foi concluída no último trimestre de 1998, e garantirá o abastecimento da cidade pelos próximos 30 anos.

Embora a situação de Jundiaí seja muito boa em relação ao abastecimento de água potável, este recurso é escasso e absolutamente vital para a garantia de um desenvolvimento sustentável e vigoroso em Jundiaí. Por isso, a população pode e deve dar sua parcela de contribuição, evitando o desperdício e consumindo água tratada conscientemente.


Publicado originalmente no Blog Jundiai1615.


[Redigido com base em informações públicas e acessadas pela internet em maio de 2010. Lista dos sites:

http://www.tratabrasil.org.br/novo_site/cms/templates/trata_brasil/...

http://www3.fgv.br/ibrecps/trata_fase5/Trata5_texto_FORMATADO_2.pdf

http://www.tratabrasil.org.br/files/trata5_apresentacoes.pdf

http://www.jundiai.sp.gov.br/

http://www.daejundiai.com.br/daesite/portal.nsf/V03.02/infraEstrutu...]

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Tags: Básico, Jundiaí, Saneamento, Água

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